«A partir de rosas /
Começo o caminho visível pela ladeira diurna /
Uma pacificação do espírito bem diversa /
Da passividade, mas igualmente dócil»
Fiama Hasse Pais Brandão
O Outono pousa quieto nas tardes de luz mansa a prolongar o dia.
Revisitar os lugares de eleição, tantos anos tão perto, é como abrir o livro de cabeceira,acariciando as folhas amarelecidas do tempo e do uso, reler as páginas de excelência aqui e além anotadas e descobrir sempre novas palavras, palavras belas e muito nossas.
Alcobaça tem uma serenidade própria, é uma cidade feita de simplicidade imponente, carregada de História, vestida de chita. Tem o condão de me surpreender a cada reencontro.
Portugal está aqui inteiro, largamente representado. E é muito bonito.
- Antónia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
- Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?
A moça se lembrava:
- A gente fica olhando…
A meninice brincou nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
- Antónia, você parece uma lagarta listada.
Manuel Bandeira
Um corte na diacronia do tempo do crescimento que os grandes poetas sabem registar com precisão e singeleza.
Há as lagartas listadas e as lisas, aquelas todas verdes que se confundem com os vegetais que comem incansavelmente, e também são castiças. Mas as lagartas listadas lembram-me os bichos-da-seda, nem as identifico como simples lagartas. Começam pequeníssimas e negras desaparecendo atrás das folhas de amoreira, e de repente surgem fascinantes, coleantes, riscadas de negro. Depois é esperar que desatem a esconder-se entre os fios preciosos com que constroem os seus esconderijos até despontarem em insecto perfeito, nem sempre bonito, mas sempre fascinante como o culminar de um processo – estranho, no mínimo.
Tudo isto para voltar ao tema do meu post anterior. Eu, que fui professora (de Português também, imagine-se!), sinto-me descompensada, quando vejo a geração - que me passou pelas mãos por largas décadas - gerar filhos quase analfabetos e seguir em frente mergulhada em iliteracia. Talvez deva sentir-me culpada, à luz da moral judaico-cristã em que cresci; ou baste sentir-me bem com a consciência, por me ter empenhado até ao limite, pelos muitos outros que ajudei a crescer e honram hoje a Língua Portuguesa que me é tão cara.
O que me leva a dar o benefício da dúvida às Novas Oportunidades é um pouco o que me faz concordar com o novo Acordo Ortográfico. Para grandes males, grandes remédios. Parar é morrer ,e o mundo lusófono tem de unir-se para fazer frente ao mundo anglófono e hispânico, principalmente, sob pena de soçobrar como vem acontecendo já à francofonia, onde bebemos tanto da nossa cultura literária (e não só). As Novas Oportunidades não ensinam a ler ou a escrever, mas não parece que seja importante - como deixou de ser importante decorar a tabuada ou qualquer poema de Augusto Gil ou João de Deus. Nem tarda que as crianças deixem de usar a caneta – está aí o Magalhães! – pois só lhes é pedido que identifiquem a imagem da letra e carreguem numa tecla. Mais breve ainda, como os telemóveis já o fazem, carregando na primeira letra, o computador vai adivinhando, propõe, a palavra que se quer escrever. Resta-me esperar que as Novas Oportunidades despertem cada um para a necessidade de aprender, de se esforçar, de se cultivar, de usar as novas tecnologias para melhorar a sua vida e o seu bem-estar. Que alerte para a enorme responsabilidade de participar na res publica.
A Revolução dos Cravos falhou numa coisa importantíssima: quis acabar com os estratos sociais unificando a Educação. Só conseguiu afundar ainda mais o fosso que separa a nova elite dos «outros». Cumpre-nos agora ficar do lado desses «outros» e mostrar-lhes as pontes, as saídas possíveis. Para que não morram crisálidas e possam voar borboletas.
Fernando Pessoa, logo a seguir a dizer aquela frase tão badalada que me escuso aqui de repetir, acrescentou: «Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.»
«Há já longos anos que eu lancei esta fórmula: – Portugal é um país traduzido do francês em vernáculo. A secura, a impaciência com que ela foi acolhida, provou-me irrecusavelmente que a minha fórmula era subtil, exacta, e se colava à realidade como uma pelica. E para lhe manter a superioridade preciosa da exactidão, fui bem depressa forçado a alterá-la de acordo com a observação e a experiência. E de novo a lancei assim aperfeiçoada: – Portugal é um país traduzido do francês em calão. E desta vez a minha fórmula foi acolhida com simpatia, com rebuliço, e rolou de mão em mão como uma moeda de ouro bem cunhada e rutilante, que é agradável mostrar, fazer tinir sobre o mármore dos botequins.»
Eça de Queirós
Eça de Queirós, visto por Bordalo Pinheiro
«E a senhora, em quem vai votar?»
À ingenuidade desta pergunta, ocorreram-me pensamentos sugeridos pelo livro que tinha entre mãos. Felizmente, Portugal tem actualmente os seus pensadores, os que escrevem em português vernáculo, verbalizam inquietações, porventura sugerem caminhos de futuro. Não é sem tempo nem são de mais. Porém, todos sabemos que nós não somos um povo de intelectuais, e muitos dos que assim se rotulam, sofrem também de iliteracia.
Assim, para que Elogios, Contratos, Recados, possam chegar ao povo, tinir como uma moeda de ouro sobre o mármore dos botequins, é preciso que o vernáculo seja traduzido em calão. É que o povo vive nas ruas e nas feiras, nos lares de terceira idade, à porta das fábricas em greve, nos bares da noite e nos centros comerciais, nas filas dos centros de emprego, nos centros de formação, conduz carros de marca importados em segunda mão, goza férias no estrangeiro a prestações de cartão de crédito. Enche os hospitais com uma gripe que não é, corre aos centros de saúde para que lhe prescrevam os ansiolíticos de que não necessita.
Pois faça-se passar o recado por telemóvel – leia-se: em calão. Há que chegar ao povo que vai votar sem saber em quê, em quem, ou não vota porque nem sabe ler. Há que fazer sentir ao povo que a peste (não a gripe) está instalada (em Oran…) e não é só o médico – nem importa qual – que pode tratar dela. É a solidariedade, o trabalho, a dedicação, a tolerância, a união entre todos que pode salvar a cidade.
E ainda na sequência daquela interrogação, faço a mim própria a pergunta – certamente sem resposta, como a primeira – se os Centros de Novas Oportunidades não terão a função pedagógica de fazer despertar o sentido de responsabilidade pela evolução individual e participação social na exigência de um Portugal mais íntegro, se não será este o calão necessário para que se faça brilhar a moeda.
Os momentos que precedem qualquer acontecimento importante, raramente são importantes.
Já os que lhe sucedem, transformam-se subitamente em horas desmesuradas, dobrando em número de minutos, os segundos crescendo no silêncio arrasador. Seja a dor sem palavras que os lábios não proferem para suster o soluço, para reter a secura no olhar, a espera para o passo cambaleante mais firme, os ouvidos já registando o som compassado do relógio batendo as horas, do pêndulo marcando os segundos; seja uma ventura infinita a traçar novo rumo, o espaço aberto a todas as divagações, paralisado na contagem do tempo, o ar parecendo o que é, o nada que os olhos vêem, o mundo inteiro embriagado nas órbitas, sem lugar para as pálpebras descerem a afastar o mar que os invade.
Outra vez a vida chamando, porque ainda não acabou de debitar os dias e as noites, porque a lua não pára de sorrir inteira ou jocosa curvar-se estreita e voltar-se, e recomeçar, indiferente às nuvens, rainha em paço de estrelas. É preciso seguir no esteio dos que nos precederam, cada um de nós percorrendo a sua passadeira vermelha, brilhando ainda que o peito estale de negrume onde apenas um pirilampo acende e apaga, longe dos holofotes devastadores.
É que atrás da pequeníssima luz intermitente há todo um misto de fantasia e dura realidade, nada inteiramente desconhecido, antes familiar e de aroma e gosto indizível a que não podemos fugir, como do sangue no dedo picado que levamos à boca.
– Em que a beleza estará sempre contigo. E a glória. E a paz.
– Juro.
Então baixei-me ao rio e trouxe água nas mãos em concha. E derramei-ta na cabeça imensamente. E disse, e disse:
– Eu te baptizo em nome da Terra, dos astros e da perfeição.
Vergílio Ferreira
Um passo atrás do outro sobre a areia molhada na orla da praia sem conchas, pedaços de lama emergindo dela como seixos, mas que os pés sentem macios quando os esmagam e fazem deslizar sobre a areia.
A maré vazia abre o caminho das rochas que conduz à entrada da grande concha que forma a baía única e quieta, quem sabe assustada pelas sentinelas de betão erguidas em fila, fendendo e ofendendo um espaço deslumbrante.
Deste lado há a foz do rio que chega suave, como suave declina a tarde, o sol a esconder-se na duna alta, as gaivotas refrescando o corpo, espanejando-se nas águas libertas dos banhistas.
É morna ainda a areia solta que escorre da duna onde há crianças e jovens subindo e deslizando, deixando-se escorregar. Os grãos macios insinuam-se entre os dedos com volúpia e não há idade para deixar de sentir a terra.
… Mas, noutros momentos, e são esses os verdadeiros, sinto-me feliz que assim seja. Porque todas as paisagens, todas as flores e todos os trabalhos, a mais antiga das terras, vos demonstram, em cada Primavera, que há coisas que não podereis abafar no sangue.
Albert Camus
Passou por mim (não numa rua da baixa) no campo onde me vejo, uma borboleta-monarca. Vi-a de relance, aquelas asas enormes, pintadas de amarelo e negro, voltejando em busca de espaços de agrado que não achou e nem me deu tempo a que a fixasse na minha caixinha mágica. Conforme surgiu, assim se desvaneceu no meu horizonte limitado. Que desvios, que descaminhos a trouxeram até aqui?
Aconteceu como aqueles assomos breves de memória, pródiga de lembranças pungentes que se enrolam em justificações e desculpas que não têm, marcando de tarja o vestido de cor, o amarelo vibrante manchado de negro, perfazendo uma imagem de excelência, caminhando viva e célere.
Nós não somos todos iguais. Há os que caminham percorrendo as estradas já batidas, há os que se desviam por atalhos, há ainda os que ousam abrir caminhos novos por entre o capim rasteiro, caminhos estreitos em curvas suaves apenas contornando os obstáculos, sem ferir as árvores, sem pisar as lavras, caminhando sobre as pedras que assomam de leve da terra escura, saltando valas, atravessando rios sobre troncos roliços, pontes frágeis de madeira. Estes caminham em silêncio para não espantar as aves, as cobras tomando o sol, fazem parte da natureza, tentam passar despercebidos.
São assim as árvores Do húmus que colhem da terra, erguem os troncos bem alto e alargam a copa consoante o espaço de que dispõem, a luz, o calor, alargam as folhas em leques, em palmas a receber o sussurro da brisa. Se a neve os veste, assentam no chão os braços abertos, tornam os corpos esguios e crescem em fuso como afunilam as folhas, guardam no ventre as tocas dos bichos.
Mas há sempre um ganso a perder a rota, uma planta levada pela enchente, uma borboleta perdida, uma criança abandonada às portas do amor.
O périplo de uma vida à procura da palavra. Viemos ao mundo para a encontrar. A palavra total, a que nos diga inteiros, a que nos diga a vida toda. Procurei a minha e não a encontrei. E estou a chegar ao fim. Ou encontrei apenas a do silêncio. Ou a palavra enigmática que a mãe do narrador desse meu romance Para Sempre lhe diz ao ouvido à hora da morte e ele tenta entender através da vida inteira."
Vergílio Ferreira
Conheci-a num dia em que ela chegava com o irmão da Escola Primária 31, para além da linha de Caminho de Ferro, na Rua do Comércio.
Fiquei fascinada por aqueles cabelos encaracolados muito loiros brilhando ao sol da tarde e uns olhos azuis, azuis e transparentes como água. Era diferente das meninas com que brincava, todas mais velhas, filhas dos amigos dos meus pais, no tempo em que três anos de diferença de idade era mesmo muito importante (ela apenas mais um). Parece que eu usava um vestido claro com folhos e uns desenhos de patinhos, o que a memória dela registou. A minha só gravou aqueles caracóis quase brancos e o céu dos olhos dela.
Ficámos amigas para a vida. Nunca estudámos no mesmo colégio, ela esteve durante os anos de liceu internada nas Doroteias, em Sá da Bandeira, fomos desde cedo unidas e separadas por cidades e continentes. Temperámos a nossa amizade nas tardes de domingo à hora da matiné, no velho cinema Ruacaná, onde havia três fiadas de cadeiras pintadas a vermelho na frente e onde se sentavam as crianças sem lugares marcados. Juntas ouvimos aí declamar João Villaret, desembrulhando-se no final de uma enorme bandeira portuguesa. Assistimos juntas à inauguração da nova sala de cinema, mais luxuosa, com balcão e camarotes e cadeiras estufadas, com o filme Frei Luís de Sousa, de que ainda hoje recordamos a cena final dos pais deitados no chão da igreja, recebendo os votos e Maria (Dulce) gritando e desmaiando por fim nos braços do seu fiel criado Telmo.
Tínhamos por essa altura quase dez anos e o tempo corria ainda devagar, sempre na espera do seu regresso nas férias.
Juntámos os nossos pais para uma amizade que perdurou pelas décadas que lhes restaram de vida.
O irmão dela é o irmão que já não tenho, o seu marido, o amigo de infância.
Os nossos filhos cresceram juntos e os netos dela são um pouco meus.
Quando os espaços nos separam, as velhas e novas tecnologias nos mantêm unidas.
Vamos comemorando as décadas «de amizade» com encontros e lembranças.
IAN/TT, Min. Instrução Pública, maço 1 (cx 2), doc não numerado:
Illmo. e Exmo.Snr. Ministro do Reino
Participo a V. Exª que se acha a minha eschola bem como a casa da minha habitação no estado de se não poder aqui estar nem dar aula, porque chove em todo o predio, tanto eu como as minhas alumnas temos de estar em cima de agua. Ellas têem adoicido e eu tambem a qui tenho arruinado a minha saude, este desalinho é um dos motivos que desgosta as alumnas e faz com que não frequentem a aula e alem d’isso a falta de mobilia e os vidros quasi todos partidos. Eu já requeri a junto da Parochia em 7 de outubro de 1882 e em 1883 e dice-me o Snr Prisidente, que a junta de Parochia não mandava reidificar o tilhado, nem as vidraças, que o reidifique eu, porque estou no predio. Eu não posso fazer estes gastos; o meu ordenado recebo só 100:000 réis e paguei contribuição municipal, 5$300 réis, congrua 400 réis e as mais despesas que tenho a fazer com o Snr Parocho e como o meu em/prego ? Elle não chega para a minha subsistencia e da minha criada, chega para eu reidificar o predio ! Gente rustica como esta… aqui só se soffrem insultos e não há providencias da lei, não sei para que servem as autoridades. Eu já dei parte ao Snr SubInspector e ao Snr. Administrador do d’este Concelho, mas não vem providencias, motivo porque imploro a protecção de V. Exª.
Deus Guarde a V. Exª
S. Domingos da Castanheira de Pera 28 de novembro de 1883
O corpo não espera. Não. Por nós
ou pelo amor. Este pousar de mãos,
tão reticente e que interroga a sós
a tépida secura acetinada,
a que palpita por adivinhada
em solitários movimentos vãos;
este pousar em que não estamos nós,
mas uma sede, uma memória, tudo
o que sabemos de tocar desnudo
o corpo que não espera; este pousar
que não conhece, nada vê, nem nada
ousa temer no seu temor agudo...
Tem tanta pressa o corpo! E já passou,
quando um de nós ou quando o amor chegou.
Jorge de Sena
Quase poderei dizer que nasci dentro de um carro.
Das memórias mais antigas, vejo um colchão macio onde me deitava e, sobre mim, um talvez cartão prensado bem grosso, pintado de escuro, por onde se escapava uma luz e alguns fios de cores quando, levantando os braços, os dedos pequenos passavam e sentiam um relevo breve, forçando um pouco o despegar do cartão. Voltei a recordar essa sensação com maior nitidez quando, já no liceu, utilizava uma prancha nas aulas de desenho para segurar com quatro grandes tachas o papel cavalinho em que fazia o desenho geométrico, dito rigoroso e decorativo. A parte de cima era lisa e brilhante, mas a parte inferior tinha a textura daquela placa com que convivera periodicamente na alta infância. Quando, de joelhos levantados, brincava com a saia de minha mãe fazendo-a minha, quando adormecia embalada pelos solavancos, as pernas esticadas entrando por baixo do banco de ferro.
Só deixei de viajar nesse lugar quando já lá não cabia, e será isso que fixou a memória, em paralelo com uma primeira aprendizagem do que já não pode ser por imposição de algo que não podemos corrigir, que não podemos controlar, que somos forçados a aceitar. Crescer, envelhecer também, está visto. A melhor maneira de o fazer, é saber tirar de cada nova etapa aquilo que a anterior nos não possibilitava, mas é preciso olhar muito para dentro, para trás, para a frente, para os outros.
Vinha isto a propósito de viagens que sempre fiz, à medida de cada lugar e de cada idade. Parece que fui destinada a dividir-me sempre por mais do que um espaço ao mesmo tempo. Até à minha juventude, entre a cidade e a fazenda, de início cinquenta quilómetros que se faziam em mais de duas horas de caminho por terra batida, mais tarde reduzidos a quarenta por estrada melhorada, mas só muito tarde com direito a asfalto. Depois a distância entre continentes, vencida por dez dias de mar em hotéis flutuantes, madrugadas na proa a ver cortar as ondas. Nunca entendi o mal-estar dos outros, o desespero do embarque, o horror o cheiro das tintas, os vómitos… eu só me via a cortar o oceano, capaz de esquecer o mundo. Só a ponte aérea me fez vencer o mesmo espaço em algumas horas, nada para recordar.Já fixada em definitivo no primeiro mundo, entre Lisboa e a paisagem em que sempre trabalhei, finalmente e de novo entre cidades de província, agora também entre continentes.
Dos meus caminhos da infância ficou-me essencialmente o tempo das viagens que sempre soube usufruir. Os «esses» vieram mais tarde, e não apenas um. Mas o espaço, a vida do caminho prevalece na minha contagem do tempo.